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Soberana És Tu
Esta dor no peito, cavada à nascença
Morte alada, anunciada, branda, indolor, esquecida de mim
Porque me sinto perdida, caminhando sozinha por aí
Se esta dor que me pertence por inteiro
Caminha bem em cima de mim?
Não ta posso dar, nem tão pouco ta confiar
Porque esta dor no peito é pertença minha e de quem ousar
Me amar
Agora que sei que já não pode ser partilhada assim
Com as veias que correm sem pressa e sem certezas de nada ser
A não ser afluentes que caminham para lugar incerto
Muralhas abruptas num cais abandonado
(E esta dor no peito que continua assim…pérfida nas brumas de uma triste cidadela)
Sofro por não me sentir viva nesta fortaleza
Terra que me pertence como eu a ti
E no chão me desfaço e me refaço sempre, porque sim…
Por querer ser morte anónima, diáfana, mas indigente ou simplesmente
Pura afluente no ventre crescente que me carregou um dia
É sim esta dor no peito, que absorveu as lágrimas que verti num dia
Quando já nada me pertencia
E nem tu sabias desta pertença amortalhada em cima de mim
Sabes bem de quem te falo assim
Daquela por quem me abandonaste lá a poente quando o sol se fundiu com o horizonte
E o meu Amor por ti, num dia em muitos os dias que nos tiveram
Muros esbatidos, lamentos escondidos
(Mas esta dor no peito, que ainda me quer viva
Para a vida que há-de vir a ser, uma lágrima que te molhará a face escondida
Que se habituou a esta ausência perdida)
Acomodei-me tanto a estas mudanças, que mudar é recriar a minha dor
Sim esta dor que me cava fundo, sempre que te vais de mim
Ou eu fujo de ti
(Foto de minha autoria - Docas junto ao Parque das Nações)
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Comentários
Re: Soberana És Tu
A dor, cara Ônix, é a prova irrefutável de nossa divisão com a vida.
Vivemos, dor sentimos, dores teremos.
Ao Amor, nossa gratidão por sentirmos o que sentimos. Dor indolor, dor doída e intimamente pertecente ao seu escolhido...
Ainda bem que ainda podemos mover nossas dores.
Abraços, Robson!
Re: Soberana És Tu
Há dor que dói mas passa.
Há a que se vive, e todos dias se morre um pouco.
Há a que não se esquece e sofre-se como um louco...
Há a dor que falta... e mata.
Gostei muito do seu poema.
E Gosto muito da sua maneira de expressar.
Sou um fã rendido às suas palavras, a maneira como as sente.
bjs.
Vitor.