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Pacto de solidão.
Pacto de solidão.
Clara tinha feito mais longa viagem para visitar a sua mãe.
Vivia longe, num pais estrangeiro e por muito que as saudades apertassem, não poderia vir visitar a mãe sempre que desejava.
Tinha que esperar pelas férias ou conciliar com algum acontecimento em que tinha de participar.
Desta vez Clara deslocou-se ao seu pais para participar num evento que lhe trazia muita alegria e aproveitou para estar uns dias com mãe.
Joana era uma mulher envelhecida pela dureza da vida, e há muito que o seu espírito se ausentava daquela corpo cansado e dorido.
Clara nunca compreendeu porquê a sua mãe estava sempre tão triste.
Desde criança sempre fez a mesma pergunta, nunca conseguiu obter resposta, mesmo agora que já era uma mulher feita, casada e mãe, mesmo que já tenha sentido muitas dores, no corpo e na alma, Clara nunca entendia porque é que nunca conseguiu ver no olhar da mãe um brilho de felicidade.
Clara há muito que dizia a sua mãe
-Aproveite o resto da vida que lhe resta,a companhia dos filhos que vivem perto de si,a alegria contagiante dos seus netos.
Joana respondia sempre da mesma forma.
-Eu sempre fui assim,triste.Nunca ninguem me compreendeu, teu pai nunca me fez feliz, a única alegria que tive foi quando vocês nasciam, depois, a vida voltava sempre a mesma dureza e sempre com mais trabalho em cima dos ombros.
Clara, como sempre calava-se e não sabia como responder a sua mãe.
Compreendeu que por mais tentativas que fizesse jamais conseguiria ver um raio de luz e de esperança no olhar da mãe.
Joana tinha feito há muitos anos um pacto com a solidão, para se proteger. Entregou-se a ela incondicionalmente, deixou morrer a luz da esperança no olhar e deixou entrar a luz opaca do vazio e do desencanto dos que já nadas esperam.
Joana perdeu os sonhos, mas encontrou refúgio nos braços da solidão, num mundo que era só seu e que ninguém conseguia penetrar.
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Comentários
Re: Pacto de solidão.
Lindo texto.
Parabéns,
REF