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V – What a mess i leave run run
Não sei bem quantos dias se passaram
Voltou? que bom. há muito tempo que não a via. está bem? quer o habitual? ainda bebe café duplo e torrada aparada? até amanhã. obrigado. três maços de chesterfield se faz favor. quanto é? gosto em vê-la. até logo adeusinho.
Adeusinho inho de pequenino ou de simpatia? cafezinho tabaquinho viciozinho obrigadinho. ora merda para tudo isso. adeus adeus. sorrisinhos amarelinhos. adeus adeus. e a vida é isto uma sucessão de olás e adeus é isto.
Que queres tu dizer correr para onde correr correr corri estou aqui para onde vou não sei não tenho onde ir fico vou ficar tiro mais um café sento-me no sofá virado para a janela olhar fixo nas flores brancas da árvore da frente fosse tudo tão simples assim como a natureza assim aparentemente em paz de si para si como aquelas belas sonatas perfeitas de Mozart ou Bethoveen que tantas vezes me agitavam no compasso descompassado do meu peito daquele órgão no meu peito que desconfio que ainda lá está a morrer no negrume dos dias iguais a noites silenciosas abafadas no nevoeiro dos cigarros fumados um atrás do outro e pílulas da felicidade prescritas pelos senhores doutores em conselhos de para quando se sentir tensa ou ansiosa ou agitada ou... assim sendo seguia atenciosamente as indicações como a menina bem comportada que sempre fui e tomava um e outro e talvez mais outro e perdia a conta.
Sabes nunca fui boa em despedidas detesto despedidas nunca te disse ou disse?
O adeus e as costas voltadas o olhar que se cruza pela última vez o beijo o abraço e o virar as costas ver o outro a seguir caminho de costas para nós para longe de nós ir ir e ficamos vamos ficando um pouco mais cada vez mais e de cada vez morremos um pouco mais.
Ao espelho ousei olhar-me longamente languidamente com cigarro sem cigarro acende outro acendi prometi voltar a lutar por mim viver largar os dias de pijama e degredo a vida a passar a catarse do nada. um chá um telefonema um email um café dois comprimidos da felicidade deitei-me.
Amanhã pelas 16h vou estar no tal café – o nosso - dos bancos que giram e rangem, onde partilhámos gargalhadas insólitas de tardes de Verão e caipirinhas de perder a cabeça.
Espero-te.
Um beijo. Diana.”
InesG
(Nota: Capítulo quinto como parte de um romance que escrevi, ainda não publicado)
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