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Desnudo

Tu sabes muito bem!
Todo ano tenta nascer num janeiro
Alvejado Acotovelado
Por garras brincalhonas
E este mesmo nascido, não crescido ano
Desdobra-se por sobre tapetes enrugados
Duelistas
De dezembros sagazes
Discriminativamente pobres
De olhares feios cansados forçados.

Barros sugando pés descalços
Úmidos impregnados
Disfarçam-se perante a visão do mundo.

Terra fria atolada.

Pensar cérebro, inchar no crânio
Até escapar do limitado...
Fugir solto livre
Para fora de patamares despidos.

Fruto duro ou podre
Podre ou duro
Fétido perfumoso
Perfumoso ou fétido
Lembras do que eras?
Eras o que não se lembra,
Por isso, não é.

Sim, imagens e imagens
Num montante de imagens.
É o que perdura
Por isso ainda só
Só ainda por isso
& nada mais.

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terça-feira, dezembro 15, 2009 - 18:45

Ministério da Poesia :

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Alcantra

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