Inferno de te amar
Por momentos desejei morrer!
Quando percebi que por nós
Mais nada havia a fazer.
Apagou-se o fogo que me mantinha sã
Fez-me acreditar que já não havia amanhã.
Levou-me a alegria de viver
Ficou o ódio de tanto te amar
E a revolta por deus me tirar
O que pensei ser a solução
Para a tristeza viva em mim
Aquela que molesta o meu coração.
Deixou-a ainda mais feroz
Cobrindo-me a alma
Com o espectro mais horrível
Deserto de amor-próprio e calma.
Numa imagem veloz
Reinvento todos os dias o teu abraço
Fugaz consumida pela raiva
Por minutos apaziguada pela saudade
Não quero, não aceito essa verdade!
Essa saudade que não me deixa espaço
Para voltar a sonhar.
Volta sempre firme, afirmativa,
Pronta para me atacar,
Leva-me ao fundo do inferno
Levando-me a fraquejar….
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Comments
Fez-me lembrar dos meus oitos
Fez-me lembrar dos meus oitos sonetos sob o título "Subinconsciênica de morte"...
Apesar do desgoto eu gostei do teu poema... Ou por causa deste gosto... Não sei. Sei que gostei (:
Um abraço!
Dofo.
:)
Sem palavras Adolfo :9, apenas obrigado :9, beijinho
Fique sem palavras não que é
Fique sem palavras não que é para não ficar sem escrever! kkkkkk
Por nada! (:
=*
:P
Fiquei sensibilizada apenas sem saber que dizer, sentia medo do que escrevia e aidna sinto algum receio do que escrevo, sei que algumas vezes as emoçõs afloram na pela e encarnam nas palavras escritas, isso leva-me a sentir sempre algum receio doq eu poderá vir do lado de lá. O Adolfo tem-me apoiado :). muito obrigado. beijo
Pelo menos o medo é o medo
Pelo menos o medo é o medo que as palavras partilham: de mostrarem-se... Por isto ficam cá dentro escondidas. E de lá as resgatamos das formas mais bonitas ;)
(Quase) sempre por aqui! ((:
Um abraço