Ode ao destino

Nas margens sinuosas do rio
Um olhar compenetrado
Vislumbres de um tempo tão arcaico
Que não se pode descrever
Preso ao pensamento de quem se foi.

Há uma busca pela eternidade
Esperança de saber o caminho
E não se sabe ao certo o destino
Já traçado em tempos imemoriáveis
Nas nascentes orválicas bem distantes.

Existem fantasmas pelos becos
Criaturas que emergem das águas
Como se soubesse o que está escrito
Nos corações solitários de indigentes
Que estampam os seus destinos no olhar.

A imortalidade não está a caminho
Era isso que tanto desejavam
E imaginavam em suas noites silenciosas
Mas, o destino já de longe atento,
Corrobora uma visão que não tem volta.

Fale sobre a serpente no horizonte
Bem longe de tudo que vimos
Se não pode mudar seu destino
Escreva sua história com esperança
E faça tudo valer o momento único de saudades.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Wednesday, October 12, 2022 - 12:36

Poesia :

No votes yet

Odairjsilva

Odairjsilva's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 1 week 2 days ago
Joined: 04/07/2009
Posts:
Points: 22096

Comments

Odairjsilva's picture

Visitem os

Odairjsilva's picture

Visitem os

Odairjsilva's picture

Visitem os

Add comment

Login to post comments

other contents of Odairjsilva

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Aphorism Coração Sólido 1 8.292 05/05/2009 - 13:24 Portuguese
Poesia/Love Incertezas 1 7.174 04/30/2009 - 19:35 Portuguese
Poesia/General Regresso 1 6.543 04/30/2009 - 00:34 Portuguese
Poesia/Love Razão de amar 2 6.795 04/28/2009 - 18:36 Portuguese
Poesia/Love O Grito 1 4.632 04/23/2009 - 00:35 Portuguese