Amar e esquecer

Amar foi sopro,
Fagulha na palha seca.
Mas esquecer,
Ah, esquecer,
É esperar a chuva no deserto.

O amor chegou como um raio:
Sem pedir licença,
Sem tempo para duvidar.
Mas o esquecimento é lento,
Como musgo subindo no muro
Do que restou.

Amar foi breve
Como o aceno de quem parte.
Esquecer, porém,
É carregar o lenço
Molhado de saudade
Por quilômetros de ausência.

O amor tem pressa.
O esquecimento, não.
Um nos atravessa.
O outro fica,
Feito espinho
Debaixo da unha da alma.

Quem ama arde.
Quem esquece apaga
Devagar,
Como vela em quarto sem janelas.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

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Sunday, July 13, 2025 - 16:24

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Odairjsilva

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