À árvore e os frutos de coração.

Enclausurada a raiz
Bem no afins lá do fundiu
O profundo latente do meu quintal
Havia uma árvore contraditória
Eu admirava a sua imensa glória
Mais do seu fruto eu não comia
Ela tinha algo que me embevecia
Ao ponto de me amedrontar
Se ousou a cultivar diferentes acensões
Ao invéz de frutos dela crescia corações
Indubitalvemente, eles batiam muito forte
Como a intensa luz de um holofote
Adentrados em artérias e veias
Encouraçados por sons crepitantes
Faziam o meu corpo fumegar
Com a grande intensidade do olhar
A deformar uma visualisação notória
Mas do mesmo jeito que o broto cresce
O coração amolêce a sua árvore
Sentimental fértil, que despenca
E cai ao chão assim como todos
Os ovários de uma flor em seus contratos
Um de seus corações desvencilhou-se
De sua mãe primonêgita desatinando-se
Desapunhalando-se ao chão endurecido
Esmigalhando e se transformando em geléia de morango
Com muito sangue ao seu redor
E pormenor acabando eternamente
Com a batida incipiente que a vida lhe despojo....

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Tuesday, December 8, 2009 - 17:35

Poesia :

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fugazmisantropo

fugazmisantropo's picture
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Comments

RobertoEstevesdaFonseca's picture

Re: À árvore e os frutos de coração.

Grande poema.

Um abraço,
REF

MarneDulinski's picture

Re: À árvore e os frutos de coração.

LINDO POEMA, GOSTEI MUITO!
Meus parabéns,
MarneDulinski

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