Carta XVIII
Os dias passam como flocos de neve a cair do céu a implantar em cima das árvores, das casas. De tal modo que imortalizam a paisagem humana e natural, com uma camada branca e fria.
Num só momento desse acto inato, tudo se passa de repente ou a linha do tempo é congelado.
Assim é como me sinto e o que acontece na minha vida.
Para os outros é tudo rápido, mas para mim sem fim.
Todos começam a querer que eu reaja, e o faço para ocultar o meu interior.
Até a minha irmã tem uma conversa franca comigo, para saber como estou. Todavia como um mocho de dia, disfarço e manobro a situação.
Contudo meu corpo evidência as mazelas resultantes dos acontecimentos passados.
E às escondidas, consigo consultar o médico da família por causa das insónias e dos nervos que abalam o meu coração.
Medicada, com consciência do médico, mas não minha.... seduzida pela esfera de calmaria e repouso que me foge do mundo real....
Catherina
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Comments
Re: Carta XVIII
Descreves quase um estado anímico inanimado.
Quase um ser vegetativo, perdido e encontrado no seu âmago...
Intenso diria...
Bjs