Consternação
Sou o agreste sertão
Que arde solitário, envolto no calor,
Sou a estrela perdida
Da imensa constelação,
Sou o murmúrio do riacho
No ciclo do dissabor.
Sou a árvore sumida
Na longe selva da desolação,
Sou o mato escondido
Pelo tristonho muro da prisão,
Sinto meu peito varrido
Sou o porão já esquecido,
Então um triste gemido
Corta o coração.
Está em mim a força do desânimo
Não há esperança pra me sustentar
E uma dor mais doida veio me torturar,
Sinto minha alegria esvair-se
Só restou a senda da desilusão
Estou envolvido pelo sopro da solidão.
Nem um pouco de harmonia
Só o doloroso rastro da elegia
No meu rosto sinto tocar,
A angústia tenta me consumir
Lágrimas dos meus olhos começam a cair,
Este sofrimento não consigo suportar.
Meus sonhos se perderam
Só restou o vazio da amargura,
Uma agonia atroz me destrói
Este mundo em manchas me corrói
Levando-me ao seio da desventura.
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Ministério da Poesia :
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