Pensamento abstracto
Todos os olhos estão em mim enquanto durmo.
Todas as mãos me tocam quando acordo.
O sono e as mãos pegajosas, a pele gélida, áspera, com escamas.
Ouço a língua sibilar e nesse momento, rastejo como um réptil.
Na parede, uma tela de formas indistintas, chora,
grita até me ensurdecer.
Mastigo vidros, pequenos vidros brilhantes,
que se estilhaçam contra os meus dentes, com um ruido perturbador.
Cortam-me o céu-da-boca, sabem a sangue
e eu gosto.
Isto não é um sonho. Esta é a minha realidade paralela, a minha alternativa
ao não Amor, á não Vida, ao silêncio branco e cortante
que já ninguém suporta.
Deste lado, é noite, chove incessantemente
e o tempo é um gigante invencível.
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Friday, January 29, 2010 - 18:54
Ministério da Poesia :
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