“Escuro vertido”

Devendo ao peito, tombos de ansiada

Pendem braços, inspirações

Cabo de torre pendurada

Tristes vozes, lamentações

 

Andava de escuro vertido

Sem leveza de neve urdida

Nem fios de sol derretido

Ombreira de porta vestida

 

Lá, chegavam as pernas tortas

- Fica onde estás que vou descer

Penas longas, vagas mortas

Cuidados para dissolver

 

Não se via por bandeiras

Nem avanços para comer

Só ganchos e choradeiras

Cordas novas para morrer

 

Assim ergueu, de uma vez

O vaso por merecer

No risco que o satisfez

De unhas e dentes a ranger.

***

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Thursday, December 23, 2010 - 01:23

Poesia :

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antonioduarte

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Vertem distâncias métricas

Vertem distâncias métricas dos passos ,

Vertem o obscuro espaço ....

Versos fortes e marcantes !!!!

Beijos

Susan

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