Guardei um poema para nós

No qual dizia para o mundo que amar é deixar partir
E rendia-me às circunstancias do momento
Murmurando metáforas, sorria a dor de ser quem eu era

Fui um poeta
Deixei de me ser quando decidi reaprender os passos da caminhada
Fui, poeta
Reabri os desenhos e os novos rabiscos pareceram retratos de mim-eu-era

Desejei por este agora, pois os passados nunca foram tão bem calculados
E enquanto apresento-te o passado poema, olho-te e admiro o teu olhar pairando o nada
Mas nada sou, antes, eu nada havia, porém eu era

Retrocedia os suspiros, diferente do teu pulmão paralizado
Boa companhia, boas palavras, novas substâncias
Desnudei-me na tua alquimia

Como éramos parecidos!
Os movimentos musicados, as pausas, as retomadas...
Completos, jamais repletos de nós, tornamo-nos separados
Pelas linhas das mãos, as meridionais, as verticais, reatamos com a liberdade
Dizer-te "te amo" é a mais banal das expressões ditas com a alma

Segue desvendando-me, segue-me...
Eu te digo quem fui, imaginas quem sou... Estive guardado em ti
Guarde-me! Não te retires de mim sem antes saber que a tua ausencia leva-me a quem eu era

Triste é dor sorrida na falta do teu tempo em mim.
 

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Wednesday, February 9, 2011 - 11:30

Poesia :

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robsondesouza

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LINDO POEMA, MEUS

LINDO POEMA, MEUS PARABÉNS!

Um abraço,

MarneDulinski

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