Aeve Libert
De asas fúlgidas, brilhante, crescente.
Voando em lamúrias, amante, doente.
Estas pequena e selvagem ave,
Tem medo que se agrave
Em si os vícios das métricas,
O domar das éticas estéticas,
D'uma matemática vil...
-- Não quero ser servil, não quero... --
Livre, em verso: ó, sagrado canto!
Dê em mim, em verve, libertário acalanto!
E que nem mais a rima me devore,
E que nem mais a necessidade da poesia,
Faça de mim escravo de sentir metricamente:
Pois eu sou aquele que sente, e não meu poema.
O poeta não se subordina ao poema, pois ele é seu
Criador, e crio como crio, crio como quero,
E não a criação que irá me moldar o verso.
Submited by
Thursday, February 10, 2011 - 07:08
Poesia :
- Login to post comments
- 703 reads
Add comment
Login to post comments
Comments
Na minha simplicidade " à la
Na minha simplicidade " à la a brasileira"
e na liberdade que vive o coração do poeta,
na profundidade das tuas palavras,
livre voam teus pensamentos.
Parabéns
Abraço
Ana Wolfart
Bem vindo ao WAF.
André,
Porém é o poema
escrito pela mão do poeta.
Será sua culpa o lema,
do escritor ou da caneta?
Será ave, será Ema?
Que faça voar os versos,
inteligíveis sentidos inversos
e que os solte em fonema.
De leitura interessante.
Bem vindo ao WAF!
Bjos
PaTaz
Obrigado pela gentileza de
Obrigado pela gentileza de seu comentário. Sentir-me-ei bem-vindo certamente.