Revelação
Que palavras escrevo em desassossego
que me invocam sem eu saiba salvá-las?
Palavras sacudidas sufocadas por um violento aperto
Não sabem dizer o que a solidão encerra,
Conhecem só e apenas a sua estranheza.
Surgem ao relento da noite de uma estrofe solitária
Cujo verso começa no calafrio
para negar o ar cortado que ainda respiro.
Vê o fluir da minha mão!
A mim bastava-me o êxtase de quatro letras
Para encontrar a trégua que adie a solidão,
Mesmo a mais distante.
Dar cor e forma ao meu peito inquieto,
um compasso de espera a abrir-se nas suas metades,
Onde o tempo emana a toda a sua verdade,
A imarcescível luz: A m o r!
Falta-me contudo o que ainda não amei
O esplendor de uma alma branca que se entrega
Aquele corpo anelado na ternura brutal
O homem que seria o incondicional universo dentro de mim.
A razão do meu desassossego sossegado
Como parte invariável de meu ser.
De todos os ares, de todos as águas, de todos os pontos, de todas os seres…
És Tu quem eu escrevo!
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Comments
Re: Revelação
A razão do meu desassossego sossegado
Como parte invariável de meu ser.
Que este desassossego se entregue á nudez da tua alma e parta em liberdade em busca do univérso.
Beijo saudoso
Re: Revelação
É cruel esse desassossego que escreves, essa necessidade de preenchimento absoluto...
Por vezes colocamos a fasquia tão elevada que torna-se difícil a alguém suplantá-la para nos preencher. Fica a dúvida ... baixar a fasquia ou continuar no sossego (porque a terceira hipótese parece tão improvável)
Beijo.
Re: Revelação
reveleção inquieta de desassossego
bela mistura de amor
(O homem que seria o incondicional universo dentro de mim.)
um beijo
cs
Re: Revelação
Não há motivo para salvar tão belas palavras.
Re: Revelação
Amor, sentimento audaz que nos faz escrever... temática que se torna problemática quando a dor surge..
Gostei bastante deste poema...identifico-me um pouco com esta frase: És tu quem eu escrevo...
Bj
Breizh