Meditação

O começo talvez já seja
o fim de tudo quanto pensei,
Começo a procurar pelas folhas

do último verão
que nem escrevi,
que nem vivi...

Ter uma mente aberta
Mal distribuída em seus atributos,
A curta memória de si apaga aos poucos o
Que é mais querido e caro - a lembrança.

O próprio ego se acomoda a este vil
A este mundo que sonhamos (pensamos) viver.

E que dia é este? Que costume é este
De data, de hora, que tanto nos assola?
Por interrogações nos dias, exclamações nas
Vividas horas e pontilhar os minutos amados.

O que traz esta data, creio que nada
Por agora somente uma Dança Alemã de Schubert
Por ontem uma viagem ao planalto central
Um sonho verde, de arroz, cerrados e meninas

O que gostaria de trazer a tona
Seria apenas o presente,
o hoje, o agora,
Mas, minhas pesadas vestes,

molhadas pela chuva
do passado a clamar por lembranças
A jogar-me para trás e para a frente,
As preocupações, em vão, sem solução...

Chega!
E de uma vez por todas.
Recomeçar!
 

AjAraújo, o poeta humanista, escrito em 1978.

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Martes, Julio 19, 2011 - 15:51

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