Praia Vermelha

Num dia qualquer, perdido no tempo...

Vida que se esvai, segue
Vento que agita as folhas da amendoeira
Ondas que cobrem feito lençol a areia...

Crianças e seus castelos de sonhos,
Suas bolas, bicicletas, pipocas...

O velho pescador que há anos
Lança o anzol das mesmas pedras das encostas...

Dá um nó na garganta,
Um aperto no “Apex Cordis”

De quem em outros tempos
Aqui sentava ao cair da tarde
E destilava por entre as vagas horas do anoitecer
Seus devaneios, prosas, sonhos...

Mas sozinho de frente pro mar da Urca
Vinte e sete anos depois
Cresci tão pouco, me consumi bastante
Por quais causas e quais bandeiras?
 

AjAraújo, o poeta humanista, escrito em julho de 1990.
 

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Domingo, Julio 31, 2011 - 15:01

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AjAraujo

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