Ao contrário

De trás pra frente
Olhando pra trás.

De frente pra tudo
E de costas pro mundo.

No giro do mundo
Eu paro e perco o rumo.

Na inércia habitual
Do humano trivial
Eu me faço veloz,
E me torno um ávido casual.

Sem causa
Sigo a causa.
E sem evolução
Faço a revolução.

Sem rumo
Ajusto as velas.
E sem mar
Ponho-me a mergulhar.

Sou cavaleiro errante
Que segue a trilha certa.
Represento a placa sem seta
Que indica a entrada correta.

Não tenho dinheiro
Mas sou dono de tudo.
Vivo entorno do torto
Mas sigo reto o percurso.

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Jueves, Marzo 19, 2009 - 01:22

Poesia :

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Brunorico

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Comentarios

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Re: Ao contrário

O poeta é o infinito que aparece nas palavras… :-)

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Re: Ao contrário

Gostei do seu Stylo, tens uma rima muito boa, uma harmonia, parabens...

gostei

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