Vidas Caras

Todas as bocas se calaram
E o desespero fez-se ouvir.
Os que amavam só puderam chorar
E foi ouvido um choro singular.
Quem ouviu sentiu a dor
De ver uma vida se acabar.
As lágrimas que o fogo não secou
Fizeram outras vozes se calarem.

Não há mais o que ser dito,
Não há mais porque esperar.
Já é certo que nossos amores
Não vão mais chegar.
Vidas interrompidas
Algumas sem nem começar.

Um desastre barulhento
Enche as bocas de silêncio.
Enche de dor o coração.
E a razão, quem ainda a tem?
Me empreste uma razão
Pra não parar antes do fim.
O fim que veio cedo acende a chama,
A chama que faz crescer o medo.

Não há mais motivos,
Não há mais quem esperar.
É certo que quem voou
Não vai mais voltar
Vidas interrompidas
Algumas sem nem começar.

Luciana de Sousa

Este poema escrevi, humildemente, em homenagem às vítimas do voo 3054 da TAM que chocou-se com um prédio da própria empresa quando pousava, em São Paulo. O avião havia partido de Porto Alegre e teve quase 200 mortes envolvidas no acidente. O acidente ocorreu em Julho de 2007.
Uma triste realidade.

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Martes, Abril 21, 2009 - 22:23

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Atena

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Comentarios

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Re: Vidas Caras

Realmente, um acidente aéreo que abalou a todos. Muitas pessoas perderam lá seus entes queridos. Você soube muito bem, transmitir seu sentimento. Gostei! beijos

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Re: Vidas Caras

Foram, vidas que se apagaram e não chegaram ao seu destino e nem voltaram para seus amigos.Gostei muito de teu poema traduz muito bem o ocorrido, perdi uma amiga e se filho neste voo.Havia viajado um ano antes neste voo e lhes garanti que era seguro. Jamis saberemos o que realmente aconteceu.
Parabens :-o

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