CACHOEIRA

Por onde vamos? Viemos indo… Andando!

À toa… canoa em crise… Em deslize que desliza.

Espanca poetisa, lisa como Pessoa a 23% de I.V.A.

Como Eva da serpente…
Endividada… Diva non grata!

Adão andante.

Dúvida pública ou dívida impudica, indevida.

Esmola que ouTorga
e Sara amargo cardo de silêncio que na Boca age.

Como tempo que nos esfola o reflexo do espelho.

Onde estamos?
Estamos que estamos estado vindo estando tido estado.

Para estar estando… Porquê?

Porquê respondido por dois porquês respondidos
porque sim e porque não.

Como? Comendo! Sendo sido ser ser!

Ensandecidos como doce à alma!

Escrevendo o escrito.
Reescrevendo um amanhã de cada vez até amanhã.

Noite boa, champanhe e broa…Sexo!

Bebendo o mais fino trago
de um Porto envelhecido no calendário.

Açoite de amor improvisado.

Mar comprimido num nano mililitro
de tinta incolor no alicerce das sombras das palavras.

Tal Medusa nos cega transformar em pedra o corpo.
Como altar de moita atónita.

Fornicando vir, parindo ir convergindo.

Destino cachoeira… Nostradamíco!

Olhando para o lado em frente, a quente… Sem olhar!

Nascendo do que nasce do que nasce do que nasce…
Depois de um vice-versa a dois não terem vai e vem do outro.

De onde viemos? Biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…

Não há resposta, não tem resposta.

De onde viemos que entoa
de onde viemos, de onde viemos, de onde viemos…

Do nada… Do nada?

E de onde o nada veio?

De onde vem?
Do nada de quem ninguém sabe nada?

E esse ninguém?

Anjos e Deuses a descer dos céus em carroças de fogo? O quê?!

Carroças de fogo?! Lanças que lançam fogo?!

Então o nada, é extraterrestre, extragaláctico… Extrasabido!

Poesia, tudo!

 

 

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Miércoles, Enero 18, 2012 - 23:01

Poesia :

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Henrique

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