HAVER-TE DE OLHOS VENDADOS

O sabor dos teus beijos é uma orgia de cafés
                                                       que me acorda.

 

A tua pele canela que me acirra morder-te.

 

O roçago dos nossos lábios são polvos
                                        a alimentarem-se.

 

Boca a boca haver-te de olhos vendados
                                            pelos teus olhos.

 

Corpo a corpo a sentir-te de mãos atadas ao “anda cá”
                                                          do “já” das tuas mãos.

 

Desabrochar dos lumes do teu fôlego.

 

              Ouvir subtilmente o “quero mais”
afervorado no “vem” dos teus sussurros.

 

O teu olhar realiza a sensualidade
             que te compõe fogo etéreo.

 

Os teus olhos são arena onde domas os meus touros
                                                     embravecidos por paixão.

 

Não sou imune ao “quero-te” do teu olhar.
                  Adoeço em loucuras saudáveis.

 

Derreto quando me olhas inundada de trovões.
          Desapareço por ti a dentro perdidamente.

 

           Todo o meu corpo é uma folha ao vento
dos teus cabelos pelo ar a gritar-me “sou tua”.

 

Acorrento-me ao “dá-me” do teu corpo.

     Purifico-me no mel das tuas seivas.

 

Ardo sobre o teu peso incendiado pelo “toma-me”
                                               dos meus movimentos.

 

Quero ancorar no teu momento de prazer.

 

E no fim sem fim ficar naquele instante a olhar-te
         até os nossos corpos gesticulem “outra vez”.

 

Faz-me entrar por onde ardes
                      para me queimar.

 

 

 

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Sábado, Marzo 10, 2012 - 22:15

Poesia :

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Henrique

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