GOTA FRIA …

Fomes falantes no olhar.

Peixes andantes de pouca espinha.

Raiz enquadradamente afogada em águas poéticas.

Correntia putridamente turva.

Tronco de tristeza que curva o fôlego.

Dor que me amputa a mão que escreve.

Fraude ser surdo.

Ouvido em amarro louco, desovado
de um nó emprestado ao acaso que não devolve.

Cor calma que me dissolve invisível.

Noção dissimulada em pranto.

Branco confuso,
dia embaralhado a pensar a morte.

Gota fria que do nada bate na testa.

Janela de festa cega,
enxergo de pedra soterrada no peito.

Sem saudade.

Sem gumes de sede errada,
um grito inteiro pelo meio do silêncio.

Passo preso ao passado.

A voz como cinzeiro à espera
de mais um cigarro mal apagado.

As mãos como barro cru sem molde onde cozer.

O corpo sem pegas por onde a vida lhe pegue ao colo.

Língua sem solo onde lamber… embrulhada em palavras rasas.
.
.
.
.

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Miércoles, Abril 11, 2012 - 22:20

Poesia :

Su voto: Nada (4 votos)

Henrique

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Comentarios

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Amigo, Henrique,

Amigo, Henrique,

como gume de faca,
vamos arrancar à raiz a f´rida,
exposta nas esquinas imprecisas,
refazendo a lágrima que teima.

Abraços meus
Jorge Humberto

Imagen de Henricabilio

GOTAS...

gota a Gota
Gasta-se
em nós a emoção
quer se Goste
ou não
(oh, não!)

Um dia Feliz!

_Abilio

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