Rotina indesejada.

Ao caminhar no vale do caos
Vejo sempre os mesmos espelhos
Que refletem sempre
As mesmas imagens entediantes.

Caminho com passos curtos,
Porém ligeiros.
Sigo sempre no mesmo ritmo.
Ouço sempre a mesma melodia
Que é retrógrada e cansativa.

Já pensei em mudar o percurso,
Mas sigo sempre em frente.
Apesar dos pesares
Tenho medo de caminhar
Por lugares diferentes.

Não sei se o que eu sinto é costume
Ou medo.
Até pra mim o meu sentimento
Mantém-se em segredo.

A estrada da rotina
Proporciona esse estranho sentimento.
Um misto de angústia, dor e tormento.

Na verdade eu tenho medo do novo
E da rotina já estou cheio.
Mas mesmo assim
Continuo caminhando
E vagando no meu mundo
Rotineiro.

Submited by

Miércoles, Junio 3, 2009 - 04:33

Poesia :

Sin votos aún

Brunorico

Imagen de Brunorico
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 9 años 45 semanas
Integró: 03/05/2009
Posts:
Points: 528

Comentarios

Imagen de IsabelPinto

Re: Rotina indesejada.

Só custam as primeiras vezes, depois entramos na rotina, e voltamos a querer experimentar algo de novo é uma questão de prática :-)
Bjs
IC

Imagen de jopeman

Re: Rotina indesejada.

O medo do novo pode ser um tormento, mas maior é a dor de o recusar e viver na rotina, pois no desfecho do capitulo nos recordaremos que não arriscamos o suficiente, o que nos poderia ter levado ainda mais alto
Adorei
Abraço

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Brunorico

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Fotos/Perfil 1025 0 2.534 11/23/2010 - 23:37 Portuguese
Poesia/Desilusión Sonhos envelhecidos. 0 2.030 11/18/2010 - 15:27 Portuguese
Poesia/Pensamientos Cá entre nós. 0 1.783 11/18/2010 - 15:17 Portuguese
Poesia/General Vidas orquestradas. 0 1.712 11/18/2010 - 15:01 Portuguese
Poesia/General O saudosista 0 1.792 11/17/2010 - 22:41 Portuguese
Poesia/General Misantropo até a morte 0 1.881 11/17/2010 - 22:39 Portuguese
Poesia/General Medo de acordar. 0 1.715 11/17/2010 - 22:39 Portuguese
Poesia/Meditación Sapiência infantil. 0 1.763 11/17/2010 - 22:21 Portuguese
Poesia/Meditación Conselhos de um eremita. 0 1.986 11/17/2010 - 22:20 Portuguese
Poesia/Meditación Um morto perdido no tempo. 2 1.737 09/01/2010 - 00:45 Portuguese
Poesia/Meditación A bagagem da maturidade. 1 1.787 08/14/2010 - 10:03 Portuguese
Poesia/Amor Desregrado e desafinado. 2 2.040 08/12/2010 - 17:14 Portuguese
Poesia/Fantasía Sonho efêmero. 3 2.002 08/05/2010 - 00:29 Portuguese
Poesia/General Mesmo que ninguém me leia. 1 1.945 07/19/2010 - 15:22 Portuguese
Poesia/Desilusión Sinuca. 1 1.826 07/02/2010 - 14:12 Portuguese
Poesia/Desilusión Dónde estás la revolución? 1 1.713 06/21/2010 - 21:37 Portuguese
Poesia/General Subsistência. 2 1.790 06/11/2010 - 03:47 Portuguese
Poesia/Desilusión Onde estão as flores? 1 1.623 06/07/2010 - 20:31 Portuguese
Poesia/Meditación Medíocres virtuosos. 0 1.829 05/29/2010 - 17:47 Portuguese
Poesia/Meditación Palavras vazias. 2 1.969 05/16/2010 - 18:25 Portuguese
Poesia/Tristeza O novo envelheceu. 1 1.915 05/16/2010 - 18:21 Portuguese
Poesia/Meditación Esboço poético desvairado. 1 1.752 05/14/2010 - 20:38 Portuguese
Poesia/Dedicada Apolínea. 0 1.782 05/10/2010 - 00:57 Portuguese
Poesia/General Insanidade visceral. 1 1.810 05/05/2010 - 22:08 Portuguese
Poesia/Meditación Preciso dizer que... 1 1.787 04/26/2010 - 02:06 Portuguese