SOLIDÃO NÃO QUERO




SOLIDÃO NÃO QUERO

 

No silêncio da solidão,

Apenas ouço o meu coração,

É o meu único companheiro,

Conta as suas batidas,

Algumas vezes tremidas,

Sentidas no corpo inteiro.

 

A solidão faz – me pensar,

Que é tempo de despertar,

Duma vida acorrentada,

A mim mesmo sem querer,

Com a certeza de morrer,

Sem ter a certeza de nada.

 

A solidão é minha inimiga,

E da minha consciência amiga,

Penso em coisas que não quero,

Sem me conseguir libertar,

Deste meu nefasto pensar,

A solidão é um desespero.

 

A solidão oprime – me o peito,

Parecendo um corredor estreito,

Onde não me posso mexer,

Porque será que eu a escolhi,

Para me dedicar a si,

Quando eu posso viver.

 

A solidão é um isolamento,

Que me trava o pensamento,

Para me conseguir libertar,

Desta prisão que me prende,

Por isso me surpreende,

Este meu nefasto pensar.

 

A luz da solidão é escura,

Que apaga a minha bravura,

Da força que me faz viver,

Correndo o risco de ficar só,

Onde até ouço cair o pó,

Assim eu tudo posso perder.

 

Sei que a solidão me faz mal,

Ela me pode ser fatal,

Dela tenho que me libertar,

Quero a minha alma de volta,

Parte as correntes e se solta,

Para que não me faça chorar.

 

 

Na solidão o tempo não conta,

Deixa – nos a mente tonta,

Não vale a pena ficar só,

É tempo de vida que se perde,

De respirar na seara verde,

Para que ninguém tenha dó.

 

Move – se o tempo na solidão,

Mas o nosso corpo não,

Fica agarrado ao pensamento,

Num triste e eterno pesar,

Nas coisas que não se deve pensar

Que nos faz parar no tempo.

 

2008-Estêvão

 

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Domingo, Octubre 21, 2012 - 10:11

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José Custódio Estêvão

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