Inocência Roubada

No silêncio da noite roubaram-me
A inocência de minha alma.
Com promessas de amor e felicidade
Palavras induziram-me a entregar
O corpo para a prostituição.

O vazio da dispensa lá de casa
E o choro de meus irmãozinhos
Mistura-se com o vazio da minha alma
Na busca de prazer
Para acalmar a minha ilusão.

Na esperança de encontrar alimento
Entrego meu corpo.
Não sei se o que sinto é prazer
Ou repulsa
Sinto-me no fundo do poço.

A vida é ingrata aqui nesta cidade
Não oferece alternativa de vida.
O pouco que meus pais ganham
Não dá pra comprar o pão
E as dividas está até o pescoço.

Disseram-me que as crianças
Têm direito a brincadeira
Mas me negam a oportunidade de brincar.

Desfizeram minha inocência e minha felicidade
Nos braços imundos de homens
Que me obrigam a amar.

Obs: Este poema retrata a angústia de uma adolescente que, aos 12 anos, representa as inúmeras que vagam pelas ruas dessa cidade.

Odair José
Poeta e Escritor Cacerense

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Jueves, Julio 9, 2009 - 17:31

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Odairjsilva

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Comentarios

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Re: Inocência Roubada

Essa é uma cruel realidade...

:-?

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Re: Inocência Roubada

Esta é uma das piores coisas que um pai pode permitir. Deixar que a filha se prostitua criança ainda para conseguir alimento.
Como é possível que com os bolsa família e bolsa escola, seja necessário macular a inocência de uma criança, apodrecendo seu ´corpo precocemente à cata de subsistência? Os pais ganham pouco, mas existem ajudas que o governo dá às famílias pobres, instituiçãos ajudam famílias com crianças. Será que eles ganham pouco ou não querem trabalhar e colocam a filha para resolver suas privações. Nada pode ser mais triste do que fazer uma criança passar por isto. É revoltante!! bjs

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