O homem que outrora fui... (Aleksander Pushkin)

                                            Tel j'étais autrefois et tel je suis encor
                                                                               André Chenier

O homem que outrora fui, o mesmo ainda serei:
leviano, ardente. Em vão, amigos meus, eu sei,
de mim se espere que eu possa contemplar o belo
sem um tremor secreto, um ansioso anelo.
O amor não me traiu ou torturou bastante?
Nas citereias redes qual falcão aflante
não me debati já, tantas vezes cativo?
Relapso, porém, a tudo eu sobrevivo,
e à nova estátua trago a mesma antiga oferenda…

Aleksander Pushkin (1799-1837), escritor e poeta russo.

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Martes, Octubre 15, 2013 - 23:00

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