Mezzo…

Penso que não sou um poeta ileso,
Sou, antes de tudo mais,”ilido”
Mas mesmo poeta,
Nem um terço sou,
Embora fale como um, penso
De mim menos do que peso
Ou pesa a instituição deles,
Pensão a que não pertenço
De coração, sou lobo esfomeado,
E solitário com algum fogo-fátuo,
E intuição a jeito de “mezzo”,
Nem poeta sou, por isso
Me travisto como tal, de louco
Pra parecer um outro, “esquizzo”
Que não sou, mas pareço,
Assim sou menos quem sou,
E mais de qualquer um dos que ouço,
Faço d’outro em que se não confia
Duas vezes,feijão frade, sou lasso
Por fora e por dentro falso filósofo,
Ruibarbo da aparência, liso
Postiço …dou tudo o que tenho
Em mim, menos eu,represento
O que aparentemente sou,
Não sofro nem padeço
Do coração, como parece,
Em mim nada se passa,
Do que aparento, sou outro
Que aqui está e não o que quero
Ser, em mim incompleto, “Mezzo”,
Meço daqui ao que não tenho,
Apenas uma braça de bem-crença,
Desde a raiz até a ponta do cabelo,
É o que esta alma incompleta mede,
E desconfio que nem a tenho,
No lugar onde a deveria ter eu, nos rins
É um facto e um fardo, a vida
Esta que carrego, sem a ter
De facto e não espero que me agradeçam
Com sorrisos, por continuar sentado em todas
As vidas que represento em vida,
Falo por avença no que sou, sem ser,
Sendo, faltam três terços pra ser poeta,
Sejam eles quem forem, pois sou eu
Tão pequeno ou tão “mezzo”,
Mas mesmo, mesmo,mesmo…
Joel Matos (13/07/2015)
http://namastibetpoems.blogspot.com
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