Cântico do cântaro

Há quem beba para esquecer sequelas...
Meu peito cheio das súplicas mais ternas
Tomo o litro qual fosse o quadril dela,
Sorvo o líquido qual entre suas pernas,

A recordar que não me esqueço dela
Ou mesmo das homéricas badernas
Que jamais cometi entre coxas tão belas,
Úmida e quente como uma taverna...

E em minha mente a fome grita e geme
De que ela vertesse límpida e cálida,
Espessa sempre pela pele pálida

Como quem por entre um beijo se espreme
Ou, dionisíaca delícia! por entre
Meu queixo e a ânfora que traz no ventre...

04 de março de 2020 – 02h 43min
Olinda – Pernambuco – Paraíba

Autor: Adolfo J. de Lima.

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Miércoles, Marzo 4, 2020 - 06:18

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