A angústia de Caim

Na sombra do crepúsculo, em terras distantes, 
Caim peregrina, alma em tormento, 
A angústia dilacera, são cruéis feridas 
Que oprimem o coração, sem alento. 
 
O fardo da inveja, semente do mal, 
Em seu peito ecoa, cruel e insano, 
A disputa interna, uma tempestade, 
Que o arrasta ao abismo, num trágico engano. 
 
Entre a luz e a sombra, sua alma debate, 
O amor fraternal, a dor que dilacera, 
A raiva voraz, a culpa que o aflige, 
Em conflito constante, a luta desespera. 
 
O olhar para o irmão, adensado em inveja, 
Semeia a semente do ódio profundo, 
E o coração, em desespero, se queixa, 
Ao destino cruel que lhe é imposto neste mundo. 
 
Caim, filho de Adão, irmão de Abel, 
Sente o peso da escolha, o peso do destino, 
Num embate de paixões, num turbilhão cruel, 
Entre o amor e o ódio, se perde no desatino. 
 
Na solidão da noite, sob as estrelas frias, 
Caim enfrenta o tormento, a angústia avassaladora, 
Na alma dilacerada, a batalha é sombria, 
E o sangue fraternal manchará a história agora. 

 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

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Viernes, Abril 12, 2024 - 02:41

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Odairjsilva

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Caro poeta

Feliz escolha do texto.
Feliz abordagem.

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