Estranhas divagações

Insidiosa maneira de ver o mundo
Na íris dos olhos arrancados
E nos escalpos carregados nos ombros
Tal como faziam os antigos
Vendedores de alhos gritando pelas ruas
Os andarilhos do tempo
Ecoam suas maldições nas redes sociais.

O amaldiçoado rei não tem pai
Nem mãe para perturbar os seus filhos
São as escórias de uma sociedade em ruínas
E respiram o mesmo ar que nós
Poluindo as narinas dos que tentam
Sobreviver em meio ao caos
Sem perceberem a fatalidade horizontal.

O que expresso aqui é uma ode ao destino
Um diálogo comigo mesmo
Para dissipar as estranhas divagações
Que me ocorrem invariavelmente
Todas as vezes que vejo esses ultrajes
A derrocada do tempo
Nada mais é do que o desespero humano.

Me falaram que viram perambular
Fantasmas pelos becos desérticos
De lugares insalubres que não se pisam
Sem correrem o risco terrível da morte
Mas mesmo assim eles insistem
Percorrerem as casas abandonas no tempo
Na esperança de renascimento.

Desculpe-me a sinceridade do pensamento
Mas é preciso ir além do óbvio
Do que é filtrado pela sociedade
Para manipulação da maioria absoluta
Que perambulam como ovelhas doutrinadas
A seguirem um ritual esdrúxulo
Que contamina as mentes dos ingênuos.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Submited by

Sábado, Enero 18, 2025 - 13:16

Poesia :

Sin votos aún

Odairjsilva

Imagen de Odairjsilva
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 5 días 1 hora
Integró: 04/07/2009
Posts:
Points: 21724

Comentarios

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Imagen de Odairjsilva

Visitem os

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Odairjsilva

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Prosas/Pensamientos A ruiva 0 16.986 04/24/2018 - 22:38 Portuguese
Poesia/Amor A garota dos olhos castanhos 0 5.723 04/24/2018 - 22:36 Portuguese
Poesia/Desilusión No silêncio da noite me procura 0 4.342 04/19/2018 - 01:43 Portuguese
Poesia/Amor Na minha inocência 0 5.718 04/18/2018 - 01:10 Portuguese
Poesia/Tristeza Pouco pior que um homem 0 6.456 04/16/2018 - 17:57 Portuguese
Poesia/Amor Você tornou o meu amanhecer mais lindo 0 6.064 04/11/2018 - 00:16 Portuguese
Prosas/Otros Assim falou Nego Johnson 0 7.692 04/09/2018 - 22:28 Portuguese
Poesia/Amor A lâmina afiada do desejo 3 7.333 04/07/2018 - 21:24 Portuguese
Prosas/Tristeza O espelho 0 14.014 04/07/2018 - 21:23 Portuguese
Poesia/Acróstico Lula preso não é solução 0 7.234 04/07/2018 - 02:32 Portuguese
Poesia/Meditación Tentação 2 5.472 04/05/2018 - 17:55 Portuguese
Poesia/Pensamientos Pesadelo 0 6.239 04/05/2018 - 17:54 Portuguese
Poesia/Amor Como não sorrir 1 14.872 04/04/2018 - 21:05 Portuguese
Poesia/Meditación Ecce Homo 1 5.508 02/26/2018 - 12:30 Portuguese
Poesia/Amor Um amor que ainda não conheço 2 11.281 02/25/2018 - 12:05 Portuguese
Poesia/Pensamientos Quem pode sobreviver a esse inferno? 1 6.542 02/18/2017 - 14:59 Portuguese
Poesia/Desilusión Lembranças de amor 0 6.454 01/11/2017 - 12:11 Portuguese
Poesia/Meditación A cidade e seu povo 0 7.412 01/02/2017 - 18:33 Portuguese
Poesia/Amor Outra vez 0 4.607 01/02/2017 - 18:31 Portuguese
Poesia/Amor Eu busquei entre as estrelas 0 5.513 01/02/2017 - 18:30 Portuguese
Poesia/Desilusión Ruptura 0 6.768 11/12/2016 - 12:24 Portuguese
Poesia/Amor É grande o meu amor por você! 0 6.974 11/07/2016 - 18:36 Portuguese
Poesia/Amor Percepção 0 6.371 10/11/2016 - 18:30 Portuguese
Poesia/Pensamientos Que país é esse? 0 6.357 09/27/2016 - 01:51 Portuguese
Poesia/Amor Não faz assim não 0 7.628 09/10/2016 - 01:53 Portuguese