Vida em sete meses

Eis que te revejo,
breve e clara como um lampejo
e intensa como um desejo.

Mulher luz e imagem, coloridas miragens
como cor em outras plumagens
em épocas de secas aragens.

Sigo teu reflexo
e advinho o complexo
de vontades e impossibilidades,
de sonhos e realidades,
de esperas,
de quimeras,
de tantas contradições
e de tantas situaçoes.

Imagino-te Imperatriz
e minha por um triz.
Imagino-te suave acácia renovada
a quem chamo de minha amada.

Viajo tua pele
e que o fogo se revele.
Sinto-te roçar no rubro cetim
enquanto me exaspero pelo sim.
Que tu me digas: sim,
voltei querido.
Teu pesadelo foi concluido.

Devolves-me, Vida, à vida.
E ao gozo da dor esquecida.
Ofertas novamente a minha calma
e o reencontro de minha alma.

Porque sete meses já se passaram ...

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Viernes, Enero 29, 2010 - 19:05

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fabiovillela

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Comentarios

Imagen de Henrique

Re: Vida em sete meses

Eis que te revejo,
breve e clara como um lampejo
e intensa como um desejo.

Com isto não há esperança que acabe!!!

Imagen de apsferreira

Re: Vida em sete meses

Gostei, bastante.
:-)

Imagen de MarneDulinski

Re: Vida em sete meses

COMO SEMPRE, GOSTEI MUITO DO SEU POEMA, MAS FALASTE EM IMPERATRIZ, ME FEZ LEMBRAR DA NOSSA QUERIDA IMPERATRIZ ANALYRA, ONDE ANDA!
Meus parabéns,
Marne

Imagen de RobertoEstevesdaFonseca

Re: Vida em sete meses

Gostei imensamente do poema.

Parabéns,
um abraço,
REF

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