Assim é a vida
Somos eternos transeuntes
estranhos em nosso próprio chão,
o mesmo aroma que brota aqui,
na certa perfumará acolá.
Mas, fala-se de alternativas
sonha-se em tanto melhorar
e o desnível segue patente
a demonstrar a nova roupagem
Da escravatura humana,
de faraós a imperadores,
de senhores feudais a ditadores,
sinistramente permanece através dos tempos.
Aqui, calma cidadela serrana
andarilhos bêbados, estudantes, negociantes
o espaço aberto nas calçadas estreitas
o coração fechado e impiedoso fehca os olhos
Um homem chorava e motivo terá,
mas, de súbito fica rígido
estremece em crise convulsiva
e não brota mais gota da fonte
Cenas bizarras em meio aos turistas
preocupados em registrar o belo
chocante esta indiferença coletiva
o guarda expulsando da via pública
No entanto, encanta-me a vida
esta mesma nua e crua, feia e bela
viver é meu lema, em minha busca
há lugar para todos,
Por trás da mordaça
se descobre o sorriso impedido
no segundo de um olhar
se descobre o sentimento perdido.
AjAraújo, o poeta humanista, escrito em julho de 1980-2010.
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