Sonhos envelhecidos.

Ele ainda sorri com ares de meninice,
Parece um aventureiro doidivanas
Gozando de uma salutar velhice.

Os hábitos ainda são os mesmos,
E os adereços também.

No pescoço vai o velho e pomposo patuá.
Nos punhos as pulseiras dadas pela finada Iaiá,
Paixão que nem a força do tempo
Irá fazer cessar.
E os longos cabelos brancos
Ainda são presos por fitas,
As mesmas que prendiam
Os cabelos morenos
Dos tempos serenos.

Os anos se passaram
E ele ainda é rigorosamente o mesmo;
Mesmo jeito andar,
Mesmo jeito de falar,
Mesmo jeito de se portar,
E a mesma falta de jeito em se arrumar.

O tempo o mudou em apenas uma coisa:
O jeito de sonhar.

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Viernes, Julio 23, 2010 - 19:46

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