DESINÊNCIA

Em telas telúricas
pinto eiras onde choro lúdicas ladeiras.

Cadeiras caldeadas
de sentares encadiados,
assentes em meadas memórias.

Latidos
idos gerúndios,
latifúndios mundos mundanos
feitos de anos imundos.

Vagabundas
vidas envidraçadas,
estaladas entaladas em castradas
estradas estragadas.

Amor amorfo,
fragas desfragmentadas,
esfregadas por pecados salpicados
em corpos suados de gemidos longânimes.

Tertúlias torturadas,
estranhos tragos de enguiços
na voz esguichados de escrevinhas.

Alas aleatórias,
histórias histéricas voam
de asas azedas dadas ao azo do nada.

Setas Satãs,
Saturno saturado ira
na mentira do destino desatinado
num verso vaiado de veias sem movimento.

Piras pirosas,
adultérios adultos se indultam
galopes golpeados por olhos soqueados.

Estatuto astuto,
estático pico de sedas sedadas
verdes verdades num jogo de vaidades fogo.

Frutos furtados,
lidas mentes mentidas
por orações mantidas crentes
nos rentes de consciência ensopada na ciência.

Alma alada,
aliada lucidez de carnes carnívoras
onde víboras se pavoneiam.

Antigo antígono,
diamantes amantes em cearas ceadas
nas sedes do ego.

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Sábado, Septiembre 11, 2010 - 00:05

Poesia :

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Henrique

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Comentarios

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Re: DESINÊNCIA p/Giraldoff

Bingo meu amigo!!!

Genial como sempre!!!

Obrigado e abraço...

:-)

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Re: DESINÊNCIA

A aliteraçãqo e antítese dão corpo a este poema eivado de ironia e crítica mordaz, qual grito louco que estilhaça os vidros de egos egocentricos de "asas azedas dadas ao azo de nada".

Uma autêntica "tela telúrica"...

Bj
Quimeras

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