V O

oh maldoso ímpeto da morte
jamais em teus braços encontrar-se-á sorte
desgarrida de pátria cumpre seu desígnio
o de furtar os amados dos braços de seus queridos

marcas a vida de cada lar
com sua espada sagaz
cumpres assim a promessa
em muitas vezes nefasta

inoportuna, enganosa e egoísta
vens como os ladrões a furtar
a esperança de nossos corações
sempre tão dedicados a amar

loucos são os homens que lhe buscam
ansiosos por lhe encontrar para os levar
não conhecem o amor, e tão pouco os amados
se assim fosse fugiriam de ti sem pensar

hoje é um dia triste apesar do sol
hoje é um dia triste apesar das nuvens
hoje é um dia triste apesar do sossego
hoje é um dia triste apesar do amanhã

pois hoje mais uma vez a morte levantou sua espada
sem piedade, no meio desta tarde, ela colhia
uma vida tão bela, alegre, amorosa e dedicada
que vivera por esta terra a plantar alegria

levou somente a metade de sua alma
e deixou a outra metade a vagar pelo mundo
sem esperança, sem conforto, sem calma
busca hoje a incerteza de seu amanhã moribundo

oh morte não tenhas pressa em sua colheita
assim como é certo o dia do Senhor
serás completa sua triste centelha
tenhas calma de tempo para aqueles que tem amor

pois quão malvada tu fostes
na noite da ceia de natal
levaste nosso querido para sepultura
colheste-o ainda verde para o mundo

a lembrança do nascimento hoje
será esquecida por um momento
a vida foi tirada e
a morte nos é hoje dada

muitos olhos hoje choram
muitos corações esmorecem
mas todos na certeza esperam
que um dia seus prantos cessem

morte
morte
morte
onde encontrar-se-á nossa sorte...

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Martes, Enero 12, 2010 - 19:31

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