O Vinho dos vampiros

Vide vinha vida
Vim advinhar ao ver
Vida em livro vinho
Sangue vernacular... do ler.

Vil venereo e livre
Visão do véu lunar
Voando com virgens lindas
Em sonhos vis num bailar

Vampiro que desce às linhas
Por esses vãos de livros
Em pautas de sangue lívido
Vingando a sede do líquido
Em papiros, caminhos de letras
Veias em linhas tão cheias
Buscando apagar caminhos.

Vermes tão vulgares de espírito
Vlads a vituperar suas vítimas
Veias e vincos da morte última
Vertendo sem parar seu vinho

Livros tão divinos
Em verdes tons venais
Vultos verbais do féretro
Vontades das vozes vorazes

Posso ouvir as vozes do vetor do frio
Vazio de toda alma mergulhada no vazio
É o cantar da vastidão da morte
O vassalo de toda sorte a se embriagar no rio
Eterno em vagar...

Valente que evita a cruz
Leitor das sombras, terror da luz
Quer viver como os livros
Nos sucos em que os abre lendo
No sangue que ninguém traduz
Biblos, vertendo rios
Vinho que se vai bebendo.

Negro e escarlate das linhas
Da vinha, em seu retiro extremo...
Virtual, o morto-vivo se dá ao nosso saber
Onde está "O vinho dos vampiros"
Responde-nos o sepucral mamífero:
Agora o estás a ler

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Lunes, Mayo 10, 2010 - 20:41

Ministério da Poesia :

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brunoteenager

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