O Porta Vozes: Texto para falar, do que um dia, fomos.

Texto para falar (momentos de frustações)

Éramos assim:garotos tristes, e nos apaixonamos pela vida.
Escondíamos por trás dos falsos sorrisos nossa imensa depressão, cismamos que a amava.
Fomos garotos comuns, nos envolvemos porém, em traços contrários, opostos á felicidade.
Pensamos em reviver e mudar, queimamos toda a necessidade e dependência, daquilo que consideramos da vida.
Todavia, de repente, um imenso vazio se instalou, neutralizando os sentimentos.
A tristeza nunca havia saído de nossos olhos, e todo esse assunto de pura melancolia, e jeito de ser, nos punira.Tentativas de mudanças nos deixavam atordoados.A dor nos levava embora, sem paraísos, nem vestígios permitia-se ver, acomodamos...
Chamaram-nos de seres amargos, mas tudo que nos tornamos, foi tudo o que vivemos, presenciamos, vemos...
A dor, nunca vai, sem deixar seu adeus.Cicatrizes nas lembranças, nas memórias, nos pensamentos.
A dor, sempre tem seu jeito perfeito, de machucar.

Éramos assim;garotos tristes, com um tremendo olhar embaçado.
No decorrer da vida, sacrificamos a sonhar, trabalhar para conseguir o que queríamos, cheios de energias, de esperanças, planos.
Noites sem dormir, preocupações , lágrimas, e nós ficamos ali sozinhos, olhando para o teto dos nossos quartos, em uma noite qualquer, em nossas camas.
A vida nunca foi a mesma, foi tudo uma ilusão onde todos nós piramos, foi tudo uma loucura quando acordamos.
Queríamos dormir, e sonhar...
Apenas dormir e sonhar....

Só a tristeza nos conhece
Chama-nos pelo nome ; alto, gritado, berrado.
Só a tristeza nos mora, namora a noite do nosso ser, levando embora
Todo o calor.E o frio, aniquilando as flores dos nossos dias de primavera.
Só a tristeza nos devora, com sua imensa escuridão, dormir e sonhar, apenas dormir e sonhar.
Um tempo para viver a alegria que não passa por aqui, em nossos corações, sobre nossos olhos embaçados, cheios de desilusões.
Só a tristeza nos leva, para lugares cheios de lágrimas, nos faz nadar em suas marés, conseguimos flutuar, conseguimos sorrir sem nos alegrar.
Estampa risos carnívoros, que devoram nossas carnes, remoendo nossos lábios, cortando pulso a fora.
Neste profundo sofrimento nada mais encontramos, além do vazio, ecoando nossa solidão, ouvimos nomes nunca ditos antes...
Essa é nossa vida!Nossa tristeza é essa!
Essa é a amargura que nos seduziu , tudo o que éramos que somos que nunca quisemos viver, escolhemos ser.
Somos nós, imensos seres tristes.

Quando pensamos que tudo estava bem, caímos como antigamente, sobre as amarras da decepção.Palavras e promessas foram esquecidas em pequenos atos, que nos matavam por dentro e nos sufocavam.Ninguém queria ouvir nossas reclamações, nosso egoísmo.
Quando tentamos lutar por algo melhor, caímos como antigamente, entre as lágrimas.
Não havia motivos mais para fingir estar tudo bem, aqueles sorrisos eram tudo que nós não quisemos ver.
Deixaram-nos aqui, em meio a todo este caos que cai, e vai sorrindo pelas ruas.
Não voltaremos mais para dar a vocês, abraços ,novamente.
Nossos suores acabam por aqui, não vamos pensar que sempre tivemos chances, porque elas se passaram, se acabaram e não dissemos adeus.
Desistimos, deixamos nossas ultimas lágrimas caírem sobre os lençóis brancos de nossas camas, vimos um delírio sem fim, em chamas...
Não nos venha com memórias e histórias, não nos venha criticar-nos pelas nossas tristezas, não nos peça beleza sobre faces que nunca vimos, por que não gostaríamos de vê-las de tê-las, de continuar a mentir, ter que vestir em nós suas roupas falsas que lhes fazem rir.

Já não importa quanto tempo temos, nós vamos falar, nós vamos gritar.
Viram-nos de mãos dadas com a liberdade de expressão, apunhalaram-nos pelas costas, por estarmos tentando sobreviver...
Achamos que vivemos mais em uma tamanha cadeia alimentar, do que uma real sociedade, ninguém quer curar feridas, ninguém quer se importar, muitos apenas querem abrir as feridas, tomarem goles de vingança e matar.
Aonde chegamos, não há lugar especifico, e onde estamos pouco importa!
Mas o que nós sentimos, não nos deixa de passar na memória, que sempre está aberta, para alguém entrar.
Essa inspiração toda, já não podemos negar.
Ninguém quer curar feridas, tentamos viver a vida, curando a quem se importar, tentamos não perceber o quanto caímos, tentamos sempre levantar.
Temos tanto a falar, não há ouvidos que escutam, a frieza vai além dos nossos pecados a frieza nos faz calar toda vez que tentamos dizer o quanto sentimos, a frieza invade o peito descendo seco até a alma.
Desejamos tanto que essa nossa visão mude, mas não conseguimos faze-la mudar, teríamos tanto a explicar se não nos virassem as costas.

 

Thiago Augusto Salvador
 

Submited by

Martes, Enero 18, 2011 - 11:35
Sin votos aún

Thiago

Imagen de Thiago
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 14 años 45 semanas
Integró: 04/04/2010
Posts:
Points: 341

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Thiago

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Archivo de textos Em Busca 0 1.542 02/05/2011 - 02:25 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Parte de mim 0 1.387 01/28/2011 - 16:36 Portuguese
Poesia/Amor Quando me encontro sem você 0 1.334 01/21/2011 - 22:00 Portuguese
Poesia/Archivo de textos No momento 0 1.297 01/21/2011 - 21:29 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Mendigando Sorriso 0 1.588 01/21/2011 - 16:35 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Tristeza sob outros olhares: Parte I. 0 1.321 01/20/2011 - 15:34 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Do que foi ontem - Versos de Insonia 0 1.636 01/20/2011 - 13:51 Portuguese
Poesia/Pensamientos Ameno 0 1.516 01/20/2011 - 00:21 Portuguese
Poesia/Desilusión Mais um Fim, para recomeçar 0 1.431 01/20/2011 - 00:15 Portuguese
Poesia/Meditación Sons Do Coração Dela 1 1.416 01/19/2011 - 19:42 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Até quando for ( fase dura de depressão) 0 1.313 01/19/2011 - 14:04 Portuguese
Poesia/Archivo de textos As Margens Do Dia 0 1.281 01/18/2011 - 23:39 Portuguese
Poesia/Desilusión Um pouco mais de confusão, para sobreviver? 0 1.195 01/18/2011 - 22:14 Portuguese
Ministério da Poesia/Desilusión Ciclo Natural do Amor 0 2.524 01/18/2011 - 21:31 Portuguese
Ministério da Poesia/Tristeza Saudades 0 2.236 01/18/2011 - 20:52 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Fantasias & Teatro II: Demônios De Minhas Manhãs 0 1.486 01/18/2011 - 20:02 Portuguese
Poesia/Archivo de textos La Vie Infini 0 1.476 01/18/2011 - 16:47 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Ainda ontem; Conclusões 0 1.180 01/18/2011 - 15:03 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Entre Deuses & Deusas 0 1.369 01/18/2011 - 14:22 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Dramas Devaneios 0 1.399 01/18/2011 - 13:59 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Tal timidez que me inspirou, falei de você. 0 1.167 01/18/2011 - 13:33 Portuguese
Poesia/Archivo de textos O meu teatro: Talvez, não sejamos tão lindos assim. 0 1.571 01/18/2011 - 12:21 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Um pouco de cada um. 0 1.215 01/18/2011 - 12:03 Portuguese
Poesia/Archivo de textos Prefácio: O mundo e o louco 0 1.260 01/18/2011 - 11:39 Portuguese
Poesia/Archivo de textos O Porta Vozes: Texto para falar, do que um dia, fomos. 0 1.435 01/18/2011 - 11:35 Portuguese