O SORRISO DAS PEDRAS
Triste,
silenciosa palavra
espancada por mentira
cujo arremesso é uma flor falsa.
Final,
desferida faca
cujo cume são olhos
de uma santa indecente.
Grito,
a morte é apenas
o começo de um ódio eterno
cuja foice é um corpo sujo de ermos.
Adeus,
estrada fora
cujo rumo são lábios
esborratados de veneno.
Infiel,
escravo sentimento
cujo chicote são serpentes
que adornam o sorriso das pedras.
Lágrimas,
retratos de amor putrefeito
cujo amar é tristeza de artificio.
Vazio,
vaga voz escondida
cujos murmúrios são mãos amputadas à alma.
Dor,
refugiado fôlego
cujo sopro é uma urna de vento onde jaz o acreditar.
Frio,
beijo confessado pântano
cujo hálito é distância azeda.
Ausente,
lascivo não de olhos desencontrados
cujo lustre é uma ilha de espinhos íntimos.
Mágoa,
ébrio abismo de sentir
cujo passo é um esquecer negro.
Virar de costas,
a última maça do paraíso
cujo caroço é uma traição.
Escuro,
pergaminho de salivas
cuja escrita é uma cara cuspida.
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Comentarios
gostei muito de ler esta tua
gostei muito de ler esta tua poesia,
onde tão bem retratas um fim,
um triste fim...
gosto muito quando dizes:
Dor,
refugiado fôlego
cujo sopro é uma urna de vento onde jaz o acreditar.
mas será que o acreditar, morre?
beijos