Coisas de poeta

COISAS DE POETA.


De todas as coisas, podemos expressar um poema, podemos escrever de tudo e de todos.
Avistou uma coisa a voar.
Esperou ela pousar.
Do espaço pela coisa percorrido,
Fez um poema existir.
Viu uma mulher andando.
Com uma criança no colo.
Despertou na sua memória.
O que lhe mais sabe fazer.
Desta cena vou descrever.
Um poema para se ler.
Ao ver um velho lenhador.
Com o rosto de suor.
Logo começou a descrever.
Aquele idoso senhor.
Observando jovens namorando.
Sentados a beira de uma ponte.
Olhando estrelas que estavam
Acima dos montes.
Parou e pensou.
De repente.
Um poema se formou.
Em seu aposento.
Um olhar cansado.
Abriu-se uma janela.
Fixou as crianças.
Na rua a brincar.
Pulavam e circulavam
De um lado para o outro.
Brincando de amarelinha.
Jogando bolinhas.
Fechou-se a janela.
Sentou-se em uma cama.
Olhou os quatro cantos do quarto.
Observou um belo retrato.
Imaginou junto a molecada.
Lá fora a brincar.
Ficando na lembrança.
Seu momento de infância.
Procurando lembrar de cada aventura.
Lembrou de uma namorada sua.
Que num dia frio e chuvoso.
Pingos d’água a cair na vidraça.
Onde os dois.
Olhavam para uma praça.
Seus corpos se encheram
De fumaça.
E assim.
Daquele dia em diante.
Todas as coisas.
Que observou.
Em poema transformou.

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Viernes, Febrero 18, 2011 - 17:47

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O urbanista concreto

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