E ali, julgo ser eu

Eles soldam a estrutura metálica
escondendo o rosto com máscaras negras
de viseiras riscadas pelo uso.

E ali, julgo ser eu.


Há uma luz intensa que nem a chuva devora,
umas luvas que não escondem as mãos trémulas;
um fato que não impede a entrada da nostalgia
ou a saída das lágrimas fundidas no suporte
que logo surge firme.

Não quero, mas deveria esquecer-te.
Fazer ruir no meu peito o frio do metal com que me gelas
e explodir para fora as coimas
que me infligem as partituras de dor.

E ali, julgo ser eu.

O céu submerso invade-me os cabelos com granizo.
Invade-os. Açoita-os. Abrigam-se.

A tempestade é infernal, um tornado em redor.

E ali, julgo ser eu.

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Sábado, Febrero 19, 2011 - 00:48

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rainbowsky

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E ali, julgo ser eu

rainbowsky!

Lindo, mas muito triste seu texto, normalmente quando a tristeza quer invadir meu coração, mudo

de pensamentos, mudo o meu olhar;  quem sabe possas fazer isso, para a alegria voltar ao teu coração!

Um abração,

MarneDulinski

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