O RIO GRANDE DO SUL E O MUNDO

Por ter nascido aqui
Fronteira de dois países
No Rio Grande onde aprendi
Sobre ancestrais matrizes
Cuja história igual não há
Dos quais negros somos elos
Que com lança, bichará
Sobre patas de cavalos
Ganharam fama e respeito
De liberdade eu entendo
Pois herdei esse direito
Dos guerreiros que descendo

Os índios donos da terra
Que sempre aqui estiveram
Também pelearam na guerra
Como escravos que vieram
No combate a tirania
Onde o gaúcho mateia
Aqui seu sangue escorria
Manchando a terra alheia
É a história do Rio Grande
De coragem e valor
Onde não há rei que mande
Nem lugar pra ditador

Aqui o não é rotundo
Grossa resposta é o calibre
Somos exemplo pro mundo
Única escolha é ser livre
Defendendo essa postura
O escravo aqui tombou
Talvez por visão futura
A liberdade plantou
Quem sabe em navios negreiros
Sofrendo abaixo de açoites
Vieram salvar herdeiros
Dando luz às nossas noites.

Sérgio Teixeira
BAGÉ/RS/BRASIL.

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Martes, Marzo 1, 2011 - 13:24

Poesia :

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Sérgio Teixeira

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Comentarios

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O RIO GRANDE DO SUL E O MUNDO

Belo texto Gaúcho conterrâneo, gostei e me orgulhei do mesmo!

Um abração,

MarneDulinski

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AGRADECIMENTO PELO COMENTÁRIO

Prezado Marne Dulinski, obrigado pelo comentário positivo sobre meu trabalho.

Incentivos assim fazem com que eu continue criando meus versos.

Fraterno abraço

Sérgio Teixeira

 de Bagé/RS

Imagen de MEYRE

Descendo de alemães que

Descendo de alemães que fugiram da guerra.Nasci no RIo Grande Do Sul tb e amo essa terra.Belíssimo poema.abraços

Imagen de Sérgio Teixeira

RESPOSTA AO COMENTÁRIO

Prezada MEYRE, um privilégio receber teu comentário aprovando meus versos.

Nosso Rio Grande do Sul tem algo mais que nos dá tanto orgulho de ter nascido nesse estado.

Sou apenas riograndense, urbano, mas o gaúcho, aquele peão que vive no campo juntamente com a companheira estão entre as criaturas que mais respeito nesse planeta.  

Obrigado e fraterno abraço

Sérgio Teixeira

de Bagé/RS

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Meire!

Mais uma gauchinha que apareceu, muito contente fiquei, minha querida conterrânea!

Um abração,

MarneDulinski

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