Sem título(118)

Depois das sementeiras

Após deterem o fruto em regaço próprio

Depois do sorriso a esquecer prantos inomináveis

Gritam cobardias na felicidade alcançada


O homem chora o sangue por todos os poros


Fenecem-lhe as rosas nas mãos ávidas de amor

O homem morre às mãos de um quadro de naturezas ímpias

Depois do amor e depois da ignorância do devir em claridade

As farpas cravadas no rosto do homem são como chuva em terra estéril

O jardim do homem amante há-de ser maior que o mundo de terras e mares


O impropério e a distância do sol não calarão a voz do homem dado aos

Mundos do amor universal


Antes da tempestade

Na ausência de credível esperança

Em desespero e morte integral

O homem morre às cálidas mãos da sua alma


Um dia será esquecido eternamente

 


Dionísio Dinis
 

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Miércoles, Marzo 16, 2011 - 22:00

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Dionísio Dinis

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