SAIBAS ONDE EU COMEÇO E ACABO


A obra prefeita
está escrita nas tuas formas,
é nelas que me conheço.

Nelas me encontro.

A ti não chego
através de nenhum cálculo,
mas sim através do invisível que me atrai a ti.

Tornei-me suficientemente pequeno,
suficientemente pobre,
suficientemente puro,
suficientemente subtil para entrar em ti.

Só a ti digo a verdade
que sempre procurei esconder,
a ti junto todo o peso daquilo que penso.

O meu desejo é que tu existas,
que permaneças nua na minha natureza.

És fonte de água viva,
um jorro de amor em direcção ao infinito.

Nossos olhos
fundem-se e brilham como o fogo.

Nossos corpos atiram-se um ao outro
e a vida vive em nós.

Tua alma é um mar
onde fico a sós comigo,
onde o meu coração é tão grande
que perco de vista o seu profundo.

Tua beleza é um sonho
onde me esqueço de mim,
é paixão que queima e destrói tudo.

É amor que cria e salva tudo.

Amar-te não é uma razão de ser,
é ser a razão do amor.

Daquele amor que não mente,
que não exige razões de ser ou não ser,
aquele amor onde o olhar não é só apetite.

Quero amar-te de forma
que tu saibas onde eu começo,
de forma que tu saibas onde eu acabo.
 

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Lunes, Abril 11, 2011 - 19:46

Poesia :

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Henrique

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Um talento nato esse o seu de

Um talento nato esse o seu de poetar.Uma inspiração que sempre rende ótimas leituras.abraços

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Quem escreve assim tamanha

Quem escreve assim tamanha delicia, tem luz dentro de si que logo se transforma em riqueza,enfim!

Parabéns amigo Henrique, um poema de renascenças espirituais onde o Homem se encontra!

-  Qual memória que o amor não possa servir!

Muito, muito bom. LINDO: PALMAS!

Grande abraço.

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