EGO DESCALÇO

Evoco os vértices inóspitos
dos diamantes escondidos
pela cortina de mágoa,
afogando o seu brilho incógnito
no refugio de um grito lamejante,
ecoando o descalabro do meu momento
já sem choro que desnuda o vazio
dos meus sentidos.

No silêncio profundo evacuo
rebeldemente o olhar frio
pela estrada de flores mortas,
onde o perfume de calma é queimado
por um vento que doí nas labaredas da alma,
soprado pelo uivo de um sentimento
da cor da lua,
vestida de espinhos incandescentes
atirados à minha pele,
lavada por uma nuvem de tormenta
sem agasalho de sorrir.

Íngreme,
em mim uma paixão mora no vácuo
de desejos ao relento de uma sombra,
bailarina do sangue murmurante de desespero,
construído na areia movediça das minhas mãos
atadas com cordas de nada,
enchendo o meu espaço sem lugar nem rumo,
ancorando o meu paladar no centro
de um universo embriagado por queixume,
vagueando como fumo pela aragem do ego
descalço pela paisagem oca,
caminhando sem pisar o sol que rasteja
pelo solo da minha frieza,
encolhendo o abrigo das emoções foragidas
em desfiladeiros envenenados,
por ilusões que ferem o meu peito
com tristeza de voz afiada
pelos suspiros do escuro.

Sofro com ar de festa no rosto
daquilo que um dia já teve graça...

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Miércoles, Noviembre 12, 2008 - 02:50

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Henrique

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Re: EGO DESCALÇO

Com amor somos tudo, por amor fazemos tudo!!!

:-)

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Re: EGO DESCALÇO

Tristeza : EGO DESCALÇO

Evoco os vértices inóspitos
dos diamantes escondidos
pela cortina de mágoa,
afogando o seu brilho incógnito
no refugio de um grito lamejante,
ecoando o descalabro do meu momento
já sem choro que desnuda o vazio
dos meus sentidos.

LINDO!!!

PARABÉNS POETA.

BEIJINHO ;-) :roll:

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