Através da janela nanquim aguada

Detenho-me no lado negro da retina,
a esgotar os tons negros
numa gradação de norte a sul
onde as latitudes terminam sempre em teus(pez).

Quero triturar o pigmento nu da pimenta negra que te vi usar hoje,
(através da janela nanquim aguada que pintei para me ver):
A riscar-te
A estragar-te
A dividir-te
A multiplicar-te
A esboçar-te
E, transformar-te
nas sombras que passam diante de mim:
A traçar-me
A unir-me
A enlaçar-me
A estilhaçar-me
A reflectir-me
Num vidro que se parte e deixa na sua trajectória clarões
formas , dedos identificáveis
surgidos na imensidão do repouso dos meus olhos no teus

Muito ao longe…

Inventam-se as cores da transparência do teu corpo
Quero desenhar-te e já não sei.

Inspirado na ilustração "Janela" de Paula Baggio

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Jueves, Noviembre 13, 2008 - 20:50

Poesia :

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admin

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Comentarios

Imagen de nomada

Re: Através da janela nanquim aguada

Nesta paleta de versos inebriantes, fui assolado pela tristeza das cores finais da tua obra.

Beijo transparente.

Imagen de IsabelPinto

Re: Através da janela nanquim aguada

Movimentar as palavras, as tintas, as cores, os sons e tudo mais que se possa misturar. Poema com todos estes ingredientes e muitos mais. Adorei :-)
Bjs
IC

Imagen de zizo

Re: Através da janela nanquim aguada

Até ao longe uma pintura se faz para longe seja perto e o amor mais desperto.
Belo!

Beijo

Imagen de JillyFall

Re: Através da janela nanquim aguada

que maravilha de desenho..

bjs

Imagen de MariaSousa

Re: Através da janela nanquim aguada

Sabes sempre inventar novos desenhos. Eles esperam-te na tua imaginação :-)

Gostei muito!

Bjs

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