Amor atado à silhueta nua dos olhos


A poesia é o fundo do mar da alma,
âncora calma onde o silêncio é um colo desabitado.

Onde os olhos sem pressa
libam o passar do tempo aluído em demora.

Mar onde o pensamento é uma onda,
coreografias cuja borrasca são lágrimas na praia do corpo.

Lugar de palavras,
montanhas escaladas para encontrar a voz.

Sentimentos são mãos,
assediadas de amanhã suspenso na noite.

A lua é canção crua,
amor atado à silhueta nua dos olhos.

Trova escrita na hóstia do destino, sepultura vindoura.

Floresta de sombras,
versos meninos numa fenda de saudade.
Distâncias tristes aquando o amor é adeus.

Infinito que em nós finda.
Espelho de reflexo entornado pelo chão do medo.

Sofrer onde a beleza,
morrer onde a ilusão é uma pedra de insânia.

Musas, altar de sede
que o poeta peca com lábios dilatados de insónia.

Morros onde o grito treme frios,
olhar que mente escombros de sol-pôr.

Tarde de caminho temporal em poço de vento
onde o ego dança labirintos de amor.

 

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Sábado, Mayo 14, 2011 - 18:53

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Henrique

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