DE MAR ÀS COSTAS


Sem tensa corda, este frenesim
do tempo que me mordisca os olhos.

Como horda estroina.

Sentença esta, este ser
o estrado de anatomias desgraçadas.

Peão andado, saracoteado
por faixas de rodagem deformadas dos astros.

Caminhos tições,
desventuras abstractas,
desordens contraditas em leviandade.

Condão de saudade inconsolada,
escondida em estátua na palavra inconcluída.

Couraça sem vaga,
de mar às costas borda fora,
vento de hora incerta, esquelética.

Derrubada noite em golpe ziguezagueante,
azeite isento do cabo do açoite dos pesadelos.

Almofada de cancros em desassossego,
mão adormecida morcego na gruta do rosto.

Afrontosa afronta, esta sentença
de estrado de anatomias desgraçadas.

Enfadadas de fado espúrio,
desvairo descontrolado em erro citado em ai.

Como quem monta cavalos mortos.

Ser o pêlo que cai silencioso num tapete
à porta da sombra que me desprotege o sono.

Alucinações de areia pejada de fantasmas
que em luz fazem rusgas ao ângulo da minha pele.

Arrepios indefesos ao medo, acesos em arvoredo bárbaro.
 

Submited by

Jueves, Junio 16, 2011 - 23:54

Poesia :

Su voto: Nada (1 vote)

Henrique

Imagen de Henrique
Desconectado
Título: Membro
Last seen: Hace 11 años 5 semanas
Integró: 03/07/2008
Posts:
Points: 34815

Add comment

Inicie sesión para enviar comentarios

other contents of Henrique

Tema Título Respuestas Lecturas Último envíoordenar por icono Idioma
Poesia/Pensamientos DA POESIA 1 15.126 05/26/2020 - 23:50 Portuguese
Videos/Otros Já viram o Pedro abrunhosa sem óculos? Pois ora aqui o têm. 1 61.005 06/11/2019 - 09:39 Portuguese
Poesia/Tristeza TEUS OLHOS SÃO NADA 1 13.246 03/06/2018 - 21:51 Portuguese
Poesia/Pensamientos ONDE O INFINITO SEJA O PRINCÍPIO 4 15.318 02/28/2018 - 17:42 Portuguese
Poesia/Pensamientos APALPOS INTERMITENTES 0 14.107 02/10/2015 - 22:50 Portuguese
Poesia/Aforismo AQUILO QUE O JUÍZO É 0 15.638 02/03/2015 - 20:08 Portuguese
Poesia/Pensamientos ISENTO DE AMAR 0 12.321 02/02/2015 - 21:08 Portuguese
Poesia/Amor LUME MAIS DO QUE ACESO 0 15.991 02/01/2015 - 22:51 Portuguese
Poesia/Pensamientos PELO TEMPO 0 13.218 01/31/2015 - 21:34 Portuguese
Poesia/Pensamientos DO AMOR 0 12.413 01/30/2015 - 21:48 Portuguese
Poesia/Pensamientos DO SENTIMENTO 0 14.258 01/29/2015 - 22:55 Portuguese
Poesia/Pensamientos DO PENSAMENTO 0 18.523 01/29/2015 - 19:53 Portuguese
Poesia/Pensamientos DO SONHO 0 14.164 01/29/2015 - 01:04 Portuguese
Poesia/Pensamientos DO SILÊNCIO 0 12.570 01/29/2015 - 00:36 Portuguese
Poesia/Pensamientos DA CALMA 0 14.339 01/28/2015 - 21:27 Portuguese
Poesia/Pensamientos REPASTO DE ESQUECIMENTO 0 9.166 01/27/2015 - 22:48 Portuguese
Poesia/Pensamientos MORRER QUE POR DENTRO DA PELE VIVE 0 15.886 01/27/2015 - 16:59 Portuguese
Poesia/Aforismo NENHUMA MULTIDÃO O SERÁ 0 13.441 01/26/2015 - 20:44 Portuguese
Poesia/Pensamientos SILENCIOSA SOMBRA DE SOLIDÃO 0 12.950 01/25/2015 - 22:36 Portuguese
Poesia/Pensamientos MIGALHAS DE SAUDADE 0 14.331 01/22/2015 - 22:32 Portuguese
Poesia/Pensamientos ONDE O AMOR SEMEIA E COLHE A SOLIDÃO 0 11.358 01/21/2015 - 18:00 Portuguese
Poesia/Pensamientos PALAVRAS À LUPA 0 9.968 01/20/2015 - 19:38 Portuguese
Poesia/Pensamientos MADRESSILVA 0 10.045 01/19/2015 - 21:07 Portuguese
Poesia/Pensamientos NA SOLIDÃO 0 13.708 01/17/2015 - 23:32 Portuguese
Poesia/Pensamientos LÁPIS DE SER 0 14.628 01/16/2015 - 20:47 Portuguese