CONCURSOS:
Edite o seu Livro! A corpos editora edita todos os géneros literários. Clique aqui.
Quer editar o seu livro de Poesia? Clique aqui.
Procuram-se modelos para as nossas capas! Clique aqui.
Procuram-se atores e atrizes! Clique aqui.
As Mães
AS MÃES
Gomes Leal Ó suaves mulheres, que ides cantando
através das searas e das vinhas,
vinde ouvir uma história, em verso brando,
que hei-de ensinar a ler às andorinhas.
É uma história florida como as rosas!
Quero contá-la aos vossos querubins,
pelo luar, às horas religiosas,
quando os cravos concebem e os jasmins.
Quero falar dum ente extraordinário.
trágico. meigo, místico, suave;
dum leão que morreu sobre um Calvário
e que deixou um testamento de ave.
Vinde escutar-lhe a história em Galileia.
seu suor, sua morte e seu lençol,
e quando electrizava a vil Judeia
com seus olhos brilhantes como o Sol.
Desoladas mulheres, que ides chorando
os maridos que vão para os degredos,
por alta lua, os filhos embalando
com seus olhos brilhantes como o Sol.
vinde buscar a cura a vossos males,
na narração das lágrimas, das dores
do que andava nos rios e nos vales
com os simples, os chãos, os pescadores!
Vinde ouvir como andava largos dias
nos lagos e baías prazenteiras
e electrizava as almas das judias
sob os seus véus, debaixo das palmeiras.
Vinde escutar as lástimas estranhas
das filhas de Sião de longas tranças;
como ele amava os lagos, as montanhas,
as pombas, os doentes, as crianças!
Vinde escutar seus prantos nos abrolhos,
nas montanhas seu verbo às multidões.
e, a expulsar dos demónios as legiões,
a forte luz terrível de seus olhos.
Ó suaves mulheres, que estais cantando
ao pôr do Sol, à porta, às criancinhas,
vinde ouvir uma história, em verso brando.
que hei-de ensinar a ler às andorinhas.
António Gomes Leal
Submited by
Poesia Consagrada :
- Se logue para poder enviar comentários
- 1028 leituras
other contents of AntonioGomesLeal
| Tópico | Título | Respostas | Views |
Last Post |
Língua | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Poesia Consagrada/Geral | Os Brilhantes | 0 | 498 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | Carta às Estrellas | 0 | 488 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | Idylio d'Aldeia | 0 | 535 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | A Ultima Serenada do Diabo | 0 | 486 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | Noutes de Chuva | 0 | 610 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | Em Viagem | 0 | 532 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | O Doente Romantico | 0 | 546 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | A Joven Miss | 0 | 486 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | Carta ao Mar | 0 | 655 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | A um Corpo Perfeito | 0 | 570 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | O Selvagem | 0 | 553 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | Na Rua | 0 | 476 | 11/19/2010 - 16:49 | Português | |
| Poesia Consagrada/Geral | A Lanterna | 0 | 444 | 11/19/2010 - 16:49 | Português |






Add comment