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Zulmira

Sonhara-te eu na veiga de Granada,
Tapetada de flores e verdura,
Onde o Darro e Xenil no lento giro
Volvem a linfa pura.

Ali te vejo em leda comitiva
Dos gentis cavaleiros do oriente,
Quando, deposta a malha do combate,
Vestem da paz a seda reluzente.

Ali te vejo num balcão sentada,
Grande preço da maura arquitetura,
Pejando as asas das noturnas brisas
Dum canto de ternura.

Ali te vejo, sim; mas mais me agrada
O que se m'afigura noutro instante,
Ver-te em vistosa tenda d'ouro e sedas,
Levantada no dorso do elefante.

E em roda, ao largo, o séquito pomposo
D'eunucos a teu gesto vacilantes
Em cestas frontes negras se destacam
Alvíssimos turbantes.

E pergunto quem és? — Então me dizem
Ciosos de guardar o seu tesouro,
Nome tão doce aos lábios, que parece
Escrever-se em cetim com letras d'ouro.

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segunda-feira, abril 27, 2009 - 04:38

Poesia Consagrada :

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AntonioGoncalvesDias

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