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Eco a Dois


A tua volúpia é mel, infinito amar-te.
Vejo rodopiar-te a luz da lua, o sol no teu colo.

Na cor dos teus olhos flores singelas,
palavras que em ti semeio idiomas de amor.

Nos teus lábios trazes o orvalho da primavera.
Na tua saliva a água que me sacia a sede do teu beijo.

O vento grita rosas no teu corpo em vermelho paixão.
A chuva é alva de saudade, fogo apagado pela tua ausência.

Quando falas, despertam em mim a vida.
Se não te vejo, meus suspiros são gelos calados.

Minhas mãos são rio que corre para o teu mar
qual maré se entregue às areias de uma praia.

Teus olhos são sol, só meu. Tuas mãos são árvores.
Ao olhar-te, vejo a inocência de todas as coisas belas.

Amar-te, fez-me ver o luar que nada teme.
Fez-me ouvir que a tempestade também constrói rumos.
Fez-me sentir que o silêncio é a voz de tudo num eco a dois.
Fez-me entender que o escuro também é caminho e não um poço.

Amar-te, fez-me crescer mesmo que a sombra fosse um tecto.
 

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sexta-feira, maio 13, 2011 - 23:52

Ministério da Poesia :

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Henrique

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